7 de dez de 2010

Nerds - Fugalaça (part II)

Em outubro eu postei a sinopse do livro com um pouco de medo do livro não ser bom. Hoje eu terminei de ler e eu gostei do livro – gostei muito do livro – ele é diferente do que eu estou acostumada a ler.

A minha primeira ressalva contra o livro foi “ai meu deus a autora é brasileira “ eu já li alguns – para ser sincera muito poucos - livros da literatura brasileira atual - do romantismo e realismo brasileiro eu já li vários - e claro que gostei de alguns e me decepcionei com outros. A questão é que eu costumo ler livros americanos, ingleses, franceses, sempre internacionais e para ler um livro brasileiro sobre uma garota de 16/17 anos eu tive que engolir uma pequena porção de preconceito antes de comprar o livro.

A historia não tem uma linha continua no tempo, ela começa pelo fim, aos 17 anos da personagem, vai para pouco antes do fim, seguida dos 15 anos da personagem ai vai pros 11 para depois saltar para os 16 e dai segue para o fim da historia (e em algum ponto da historia ela visita seus 14 anos) No começo eu tive alguns problemas com a linha do tempo mas depois me acostumei. E a historia se passa entre o Rio de Janeiro e a minha perfeita São Paulo.

Satine é uma personagem no mínimo original, ela se droga, bebe, se corta, gasta rios de dinheiro e é extremamente intensa em suas emoções. Uma garota bastante problemática, que no começo pode parecer pueril e que com o passar da historia agente vê que ela tem profundidade.

Uma coisa que me chamou muitooo a atenção foram as palavras e frases de efeito usadas pela autora. Eu fiquei de quatro pelo modo dela escrever, o jeito que ela usa as palavras torna a prosa uma poesia.

O livro é meio forte – recomendo aos mais fracos lê-ló com uma barra de chocolate ao alcance da mão – sem muitas descrições e sem muitos diálogos a maior parte do livro ela conta em discurso indireto os acontecimentos ou diserta sobre a vida e seus sofrimentos. Fugalaça é um livro que acaba se destacando dos demais seja pela capa, seja pelo historia ou seja pelo modo da Mayra Dias Gomes conta-lá.

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